Manifestações contra Bolsonaro serão realizadas em Londrina

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Manifestações contra Bolsonaro serão realizadas em Londrina

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Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Londrina terá dois atos contra o candidato a Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) nos próximos dias 29 e 30. "Mulheres Unidas Contra o Fascismo" e "Todos Contra Bolso.na.ro! Londrina" são organizados pelos grupos 8M Londrina e Ação Antifascista Londrina, respectivamente. A primeira manifestação terá início às 10h, com concentração no Calçadão da cidade. Já o ato do dia 30 será a partir das 16h, em frente a loja Pernambucanas, também no Calçadão. 

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De acordo com os membros do grupo Ação Antifascista Londrina, a pauta principal da manifestação "Todos Contra Bolso.na.ro! Londrina" é o repúdio à candidatura do presidenciável. "Entendemos que o fascismo não é uma ideologia legítima e não pode ser tolerada, mesmo dentro da extremamente limitada democracia liberal e representativa. Bolsonaro representa um inimigo declarado para a classe trabalhadora, para os povos indígenas, para a população negra, para as mulheres e para os LGBTs. Ele está há cerca de 30 anos na política usando de seu cargo para discriminar os grupos citados e, nos últimos anos, para agradar o mercado e ter assim seu apoio nas eleições presidenciais. O candidato tem votado sistematicamente nas pautas que retiram direitos dos trabalhadores, como por exemplo seu voto favorável à reforma trabalhista e à PEC 241/55, atual Emenda 95, que congela por 20 anos os investimentos para Saúde e Educação. Além disso, defende a ditadura militar e torturadores como o coronel Brilhante Ustra. Não podemos aceitar, tampouco tolerar a presença dessa extrema-direita, seja onde estiver", afirmam os administradores. 

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O grupo já cogitava organizar um ato próximo das eleições para denunciar Bolsonaro e seu vice, o General Mourão, pelas posições de intolerância. "A organização de manifestações das mulheres, depois de LGBTs e antifascistas com a mesma pauta em outras cidades nos encorajou a organizar nossa própria manifestação. Embora não esteja havendo uma articulação entre as ANTIFAS do país neste momento, vários atos irão ocorrer no dia 30 de setembro", reforçam os membros. 

Criado no dia 30 de julho, o grupo no Facebook "Mulheres Unidas Contra Bolsonaro" chamou a atenção pela grande adesão de participantes: são 10 mil novos membros por minuto e até às 16h30 desta segunda-feira (17), o grupo já conta com mais de 2,5 milhões de participantes. A comunidade tem como objetivo principal se posicionar contra o candidato, conhecido por declarações e atos machistas. 

"Grupo destinado a união das mulheres de todo o Brasil (e as que moram fora do Brasil) contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos representados pelo candidato Jair Bolsonaro e seus eleitores. Acreditamos que este cenário que em princípio nos atormenta pelas ameaças às nossas conquistas e direitos é uma grande oportunidade para nos reconhecer como mulheres. Esta é uma grande oportunidade de união! De reconhecimento da nossa força! O reconhecimento da força da união de nós mulheres pode direcionar o futuro deste país! Bem-vindas aquelas que se identificam com o crescimento deste movimento", diz a descrição da comunidade no Facebook. 

"Mulheres Unidas Contra Bolsonaro" sofreu um ataque de hackers na madrugada do último domingo (16). O perfil de uma das administradoras foi invadido e os dados pessoais chegaram a ser expostos. Na ocasião, um dos invasores começou a usar o perfil de uma das administradoras para postar ofensas dentro do grupo. Em seguida, a comunidade teve o nome alterado diversas vezes para "Mulheres Com Bolsonaro" e também trocaram a imagem de capa para uma foto do presidenciável. Em nota, as administradoras do grupo afirmaram que a página foi recuperada no início da tarde do mesmo dia (16). 

Graças a grande repercussão, integrantes do grupo resolveram se unir para promover um ato que será realizado em São Paulo, no próximo dia 29. Até às 16h30 desta segunda-feira (17), "Mulheres contra Bolsonaro" já conta com 62 mil confirmados e 204 mil interessados. 

Na descrição do evento, as organizadoras declaram: "Mulheres que se opõem à candidatura de Jair Bolsonaro não se calarão. Juntas, diversas, apoiadoras de diversas candidaturas dizem não ao crescimento da intolerância, recusam discursos de ódio, sexistas, homofóbicos, racistas. O evento está sendo organizado de forma descentralizada, por mulheres que se conheceram no grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro. Ele NÃO FOI CRIADO e nem está sendo organizado por administradoras do grupo. Ele surgiu de forma espontânea e está sendo construído por ativistas, militantes políticas que apoiam candidatos e candidatas e que assumem suas posturas políticas com respeito. Juntas mostramos nossas diferenças e o respeito à diferença. Temos lados, apoiamos programas políticos diversos e sabemos discutir com respeito. Juntas mostraremos o que é fazer política de forma democrática. A proposta é de que aconteçam eventos simultâneos em todo o país. #juntassomosmaisfortes". 

Para mais informações sobre as manifestações acesse as páginas oficiais do Facebook: "Mulheres Unidas Contra o Fascismo" e "Todos Contra Bolso.na.ro! Londrina"

(* Sob a supervisão de Fernanda Circhia)
Mariana Sanches - Estagiária*      BONDE

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