Quadrilha de roubo de cargas investiu R$ 4,5 milhões em armas para invadir a Rocinha

Quadrilha de roubo de cargas investiu R$ 4,5 milhões em armas para invadir a Rocinha

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Operação da Polícia Civil e do Ministério Público tem como objetivo cumprir 37 mandados de prisão. Até o momento, 23 pessoas foram presas


Por O Dia   26/09/2018

Rio - A quadrilha de traficantes especializada em roubo de cargas em toda a cidade do Rio de Janeiro investiu R$ 4,5 milhões na compra de fuzis, pistolas, munições e carregadores para uma tentativa de invasão à Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, de acordo com o delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), Delmir Gouvea. 

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio (MPRJ) realizam, nesta quarta-feira, uma operação com 37 mandados de prisão preventiva contra a quadrilha. Até às 13h, 23 pessoas tinham sido presas e armas foram apreendidas. No entanto, o número pode aumentar, segundo o delegado. 
"Na medida em que os traficantes usam o dinheiro do roubo de cargas para aquisição de armamento, fortalecimento da quadrilha e pagamento dos integrantes da organização criminosa, o roubo de cargas passa a ser uma das mais importantes fonte de financiamento dessas quadrilhas. O roubo de carga hoje é para financiar o tráfico", explica o promotor do MPRJ, Alexandre Themístocles.
Segundo Delmir Gouvea, a quadrilha contava com a participação de funcionários, três vigilantes e um motorista, que foram presos na ação de hoje. "Constatamos também que dentro desses 37 integrantes, havia pessoal de escolta armada, além do motorista da transportadora", diz. "A presença desses funcionários era um diferencial. Eles forneciam a rota dos caminhões, o tipo de carga e o melhor momento para os criminosos abordarem os veículos, facilitando toda a ação", completa. 
De acordo as investigações da DRFC, o prejuízo em roubos em vias expressas, como a Avenida Brasil e a Rodovia Presidente Dutra, já chega aos R$ 600 milhões. As informações ainda indicaram que os traficantes roubam cargas para financiar e fortalecer a quadrilha, comprando mais armas e drogas.
"As cargas são de todos os tipos. Muitas das vezes, os traficantes roubam os caminhões sem saber o que tem dentro, e só vão olhar o conteúdo na favela. Eles vão responder pelo roubo das cargas, associação ao tráfico e pelo financiamento ao tráfico de drogas, onde a pena é de 8 a 20 anos de prisão", conta Delmir. 
A quadrilha faz uso de uniformes policiais, bloqueadores de GPS e contam com "batedores" para evitar a abordagem policial. Entre os alvos também estão motoristas de empresas de transporte de cargas, que forneciam informações privilegiadas sobre os deslocamentos. Vigilantes que faziam a escola dos produtos também passavam informações para a quadrilha e até indicavam o melhor lugar para o roubo.
Grupo se consolidou na Cidade Alta
De acordo com o Ministério Público do Rio, o grupo consolidou-se na Cidade Alta, no bairro de Cordovil, mas atua em associação com traficantes de diversas outras áreas, entre elas a Comunidade do Muquiço, em Marechal Hermes; a Vila Aliança, em Bangu; a Favela da Quitanda, no Complexo da Pedreira; no Complexo da Maré e até com ramificações em São Gonçalo e na Região dos Lagos.
Entre os 37 denunciados há chefes do tráfico, assaltantes, seguranças privados, motoristas e batedores. A denúncia é resultado de 10 meses de investigação conduzida em parceria pela 6ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal e pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC). Os criminosos responderão na Justiça pelos crimes de associação para o tráfico e financiamento do tráfico por meio dos roubos de carga.
O DIA

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