Usadas como “iscas”, mulheres dopavam e roubavam homens no DF

Usadas como “iscas”, mulheres dopavam e roubavam homens no DF
METRÓPOLES
Material cedido ao Metrópoles
Duas acusadas de aplicar golpe do “Boa noite, Cinderela” foram presas pela PCDF. Uma vítima não resistiu à dosagem de medicamentos e morreu
VICTOR FUZEIRA   13/09/2018


Duas mulheres foram presas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) acusadas de integrar uma associação criminosa especializada em aplicar o golpe “Boa noite, Cinderela” em pelo menos cinco homens. Em um dos casos, um servidor aposentado do Senado Federal de 63 anos, não resistiu à dosagem de medicamentos e morreu no dia 28 de agosto, na região do Gama. 
Um outro casal, também suspeito de integrar a quadrilha, está foragido. O caso é investigado pela 4ª Delegacia de Polícia (Guará). De acordo com a corporação, as mulheres circulavam por bares do Distrito Federal procurando por homens “com dinheiro e dispostos a uma noite de sexo”.
Após seduzirem as vítimas, as levavam para locais reservados, colocavam o medicamento nas bebidas e, então, roubavam os pertences enquanto elas estavam inconscientes.
As presas pela 4ª DP são Mayra Cristina Ferreira de Oliveira, 27, e Iraneide Alves do Rosário, 29. Os investigadores ainda procuram por Danielly Cristina Freitas, 21 (na foto em destaque de vestido verde).
A dupla foi presa em flagrante na tarde de quarta-feira (12) em Valparaíso de Goiás, no Entorno do DF, onde morava. Ambas responderão por associação criminosa, roubo com redução de capacidade de defesa da vítima e latrocínio (roubo seguido de morte). A polícia não informou o nome do homem, que seria cafetão e também está na mira dos investigadores.
Reprodução/PCDF
Iraneide (à esquerda) e Mayra estão presas acusadas de aplicar golpe em pelo menos cinco vítimas
Os objetos levados pelos suspeitos, segundo a polícia, eram repassados a receptores. Usadas como “iscas”, as mulheres circulavam em bares do Guará, Riacho Fundo, Águas Claras, Taguatinga, Gama e até em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do DF.
Segundo o chefe da 4ª DP que investiga o caso, Johnson Kenedy Monteiro, as mulheres agiam como garotas de programa e eram acompanhadas de perto pelo cafetão. “Levavam todos os objetos pessoais das vítimas disponíveis, incluindo documentos, cartões de crédito, joias, televisores, alimentos e até veículos”, disse.
Ao todo, o delegado acredita que pelo menos oito pessoas tenham caído no golpe dos suspeitos. “Podem haver outras vítimas, pois elas agiam dia sim e dia não desde 5 de agosto, quando foi registrada a primeira ocorrência aqui no Guará”, destacou.
A procedência do medicamento usado pelas autoras também será investigada. “Os receptadores dos produtos de furto poderão responder processos criminais”, concluiu Kenedy.
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