A cada uma hora, um motorista é flagrado com habilitação cassada ou vencida no Rio

A cada uma hora, um motorista é flagrado com habilitação cassada ou vencida no Rio

EXTRA

Na foto, um dos carros que foi atingido por um reboque, na Penha, Zona Norte. Motorista do reboque estava com CNH vencida. Foto Domingos Peixoto / Agência O Globo
Na foto, um dos carros que foi atingido por um reboque, na Penha, Zona Norte. Motorista do reboque estava com CNH vencida. Foto Domingos Peixoto / Agência O Globo Foto: Domingos Peixoto / Domingos Peixoto

O perigo torce o nariz para as leis de trânsito e viaja sobre rodas nas estradas, avenidas e ruas do Rio de Janeiro. Um levantamento feito pelo Detran, a pedido do Extra, revela que, entre janeiro de 2015 e junho de 2018, o estado teve em média, um registro de uma multa por hora, ou 24 por dia, relativas a motoristas e motociclistas que foram flagrados conduzindo veículos com Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou Permissão Provisória de Dirigir (PPD) suspensas ou cassadas.
A infração é considerada gravíssima e prevê, entre outras coisas, perda de sete pontos no prontuário. A pesquisa englobou ainda infrações anotadas contra proprietários de veículos que entregaram à direção de carros, motos, ônibus e caminhões para pessoas que estavam proibidas de dirigir por conta da suspensão e cassação de CNHs, PPDs e de Autorizações para Conduzir Ciclomotores( ACC).

Motorista do reboque perdeu a direção e atimngiu vários carros. Ele estava com retsrição na CNH e não podia dirigir Foto: Domingos Peixito/Agência O Globo
Própria para conduzir motocicletas conhecidas como "cinquentinhas", a ACC passou a ser exigida no país a partir de 1º de junho de 2016. Ao todo, no período analisado, foram emitidas 30.829 multas no estado relacionadas a condução de veículos por pessoas que estavam com documentação cassada ou suspensa. Os cariocas foram os que pisaram mais fundo na hora de ignorar a proibição de dirigir. Na estatística, o município do Rio aparece em primeiro lugar, com 22.523 infrações, ou 73% do total das multas registradas. Significa dizer que, três de cada quatro infrações do tipo foram anotadas contra motoristas e motociclistas da cidade maravilhosa. Em segundo lugar, está Niterói, com 1.198, e em terceiro, São João de Meriti, com 1.084 .
O automóvel foi o tipo de veículo mais pilotado pelos cassados e suspensos, no período analisado. Motoristas de carros são os que lideram o ranking dos que mais deram de ombros para proibição e continuaram ao volante. Eles somaram 19.898 infrações e representam 64,5% do total das multas. Em segundo lugar, aparecem os motociclistas, responsáveis por 12,7% desta modalidade de multas. Já os condutores de camioneta, caminhonete, utilitários e caminhões ocupam, respectivamente, o terceiro, quarto e quinto lugares na estatística.
Carlos Henrique Dantas Sacramento Gonçalves estava com CNH vencida desde 2016
Já um levantamento feito junto ao Detran, a partir de dados obtidos através da Lei de Acesso à informação, revela que o Rio de Janeiro conta com mais de 22 mil motoristas e motociclistas irregulares. Todos tiveram suspensas, entre os meses de janeiro e junho de 2018, as Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs). O grupo está proibido de dirigir e de pilotar suas máquinas por um período que varia de 2 a 12 meses, dependendo da infração cometida.
Apesar da proibição, eles ainda não entregaram os respectivos documentos ao Detran e supostamente continuam à frente de volantes e guidoms no estado.
De acordo com o códio Brasileiro de Trânsito, que teve a PPD e ACC suspensa terá de cumprir prazo de suspensão até estar apto para fazer um curso de reciclagem. Em seguida, terá d e reiniciar todo o processo para obtenção da habilitação.
Driblar proibições para conduzir veículos quase sempre acaba mal. O motorista Carlos Henrique Dantas Sacramento Gonçalves, de 40 anos, era um dos que tinham restrição na CNH. Com a habilitação vencida em 2016, e inapto para dirigir desde setembro de 2015, após o resultado de uma perícia médica feita pelo Detran, Carlos estava ao volante de um reboque, no dia 7 de agosto último, na Penha, na Zona Norte do Rio,
Ele perdeu a direção do veículo, entrou na contramão de uma rua e bateu em nove carros e uma moto. Cinco pessoas ficaram feridas no acidente. Após as colisões, Carlos teria sido agredido por populares e morreu a caminho do Hospital Estadual Getúlio Vargas.
O delegado Rodrigo Freitas de Oliveira, da 22ª DP (Penha), que investiga o caso, disse que além do problema com a CNH, o motorista também estava sob o efeito de drogas no momento dos acidentes.
— O laudo confirmou que um saquinho plástico com pó branco encontrado no reboque tinha cocaína. Além disto, um exame feito no Instituto Médico-Legal também revelou que ele estava dirigindo sob o efeito da droga — disse o delegado, que espera concluir a investigação e remeter o inquérito à Justiça entre as próximas segunda-feira e sexta-feira.
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