Dia da Poupança: saiba como limpar o nome para as despesas de fim de ano



Dia da Poupança: saiba como limpar o nome para as despesas de fim de ano

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As festas de fim de ano estão chegando, e com elas as despesas – o que é um problema para quem já está endividado. Segundo dados do Serasa Experian, em agosto o número de inadimplentes atingiu 61,5 milhões de consumidores. Eles enfrentam restrição de crédito e até a suspensão de serviços, como fornecimento de energia elétrica. Mas a entrada de recursos extras, como o adiantamento do 13º salário, pode ser uma oportunidade para quitar as dívidas.
A autônoma Andreia Leroux, de 47 anos, está no grupo dos endividados. Em dezembro do ano passado, ela fez um empréstimo de R$ 1.100. Mas, por causa de imprevistos, não conseguiu quitar a dívida e há seis meses não paga as parcelas.
— Fiz o empréstimo porque estava precisando pagar contas. Consegui quitar as parcelas só até março, e a dívida acabava em julho. Agora, não consigo pagar nem o empréstimo nem as faturas do cartão de crédito — conta.
MUTIRÃO PARA RENEGOCIAR
O primeiro passo para retirar o nome dos serviços de proteção ao crédito, dizem economistas, é fazer o levantamento das dívidas. As contas urgentes (aquelas com juros elevados ou que podem interromper algum serviço básico) têm prioridade.
— O primeiro passo é saber o que se deve e qual o valor. Depois, é preciso planejar qual a melhor forma de quitar as dívidas e, mais à frente, como acumular dinheiro- indica Ricardo Teixeira, coordenador do MBA em gestão financeira da FGV. — A prioridade fica com contas essenciais e aquelas com juros muito elevados, cujo valor aumenta todo mês.
Caso o salário não seja suficiente para quitar o saldo devedor, os especialistas apontam duas opções: usar o 13º salário ou se desfazer de um bem.
— Com o 13º na conta, a pessoa deve pegar essa quantia e tentar se livrar das dívidas. Caso ainda não seja o suficiente, outra alternativa é empenhar algum bem de ouro ou prata, por exemplo — explica Filipe Pires, professor de Finanças do Ibmec/RJ.
Ele lembra que uma boa alternativa são os mutirões organizados por órgãos de defesa do consumidor:
— É possível obter um abatimento de até 80% no valor da dívida caso consiga pagar o total devido à vista. E, normalmente, há pessoas da área jurídica auxiliando na negociação, para que seja fechado um acordo justo.
Caso não seja possível recorrer a um mutirão, a melhor opção, segundo os especialistas, é calcular o montante da dívida e procurar os credores com uma proposta.
— Se a pessoa conversar com o credor e só dizer que tem dinheiro para pagar a dívida, ela fica em uma posição fragilizada. É preciso apresentar a capacidade de pagamento para aquele saldo. No fim, todos terão que ceder um pouco — explica Teixeira.
PESQUISAR E CORTAR GASTOS
Outro ponto essencial é cortar os gastos.
— Enxugar despesas é importante, e não somente para quem tem dívidas. Um exemplo são os planos de telefonia e TV a cabo. É importante pesquisar preços nas concorrentes e fazer a migração quando for vantajoso. O comodismo não pode atrapalhar a economia — lembra Pires.
Ele recomenda ainda, evitar dívidas no cartão de crédito e no cheque especial, cujos juros são muito altos. Pelos cálculos de Pires, a taxa de juros mensal no rotativo do cartão é de 10,48% (230,7% ao ano), e a do cheque especial, de 12,43% (308% ao ano).
A Serasa Consumidor, start-up que faz parte da Serasa Experian, relançou o portal Serasa Limpa Nome, para negociação de dívidas pela internet. Basta se cadastrar no site, verificar se o credor está disponível na plataforma e consultar as condições para o pagamento da dívida. A Serasa espera que a plataforma ajude 27 milhões de pessoas a renegociarem suas dívidas.
CONFIRA DICAS PARA QUITAR AS DÍVIDAS:
Planejamento
Economistas ressaltam que, antes de tentar a negociação, é preciso organizar as dívidas e saber o real valor de cada uma. Para isso, o consumidor pode entrar em contato com o credor e pedir informações sobre o saldo devedor, como a taxa de juros cobrada e o valor corrigido.
13º salário
Em outubro, normalmente é depositada a primeira parcela do 13º salário. Segundo especialistas, caso a pessoa tenha dívidas, é melhor usar esse dinheiro extra para tentar quitar as mais altas (com juros elevados) e as essenciais (luz e aluguel, por exemplo).
Mutirões
Uma alternativa vantajosa é procurar os mutirões de órgão de defesa do consumidor. A pessoa pode conseguir descontos de até 80% caso pague o saldo à vista. Também é possível acessar a plataforma “Serasa Nome Limpo”, que renegocia dívidas on-line.
Juros
Os juros do rotativo do cartão e do cheque especial são altos, chegando a 230,7% e 308% ao ano, respectivamente. O economista Filipe Pires indica que, se for preciso tomar um empréstimo, o consignado é mais vantajoso, pois as taxas são bem menores, entre 25% e 35% ao ano. A segunda opção é o crédito direto ao consumidor, com juros na faixa de 69% ao ano.
* Estagiária sob a supervisão de Claudia dos Santos – Fonte Jornal Extra
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