Ministério Público abre nova investigação contra Paulo Guedes

Ministério Público abre nova investigação contra Paulo Guedes



Paulo Guedes ao lado de Bolsonaro



































Paulo Guedes ao lado de Bolsonaro - 


MPF investiga se Guedes aplicou dinheiro captado dos fundos de pensão de forma irregular, deixando prejuízos aos aposentados das estatais

Por O Dia  26/10/2018

Rio -  O Ministério Público Federal no Distrito Federal abriu nesta quinta-feira uma nova investigação contra o economista Paulo Guedes, anunciado como super ministro de Jair Bolsonaro (PSL) em um eventual governo. A Operação Greenfield, responsável por apurar desvios nos principais fundos de pensão do país, suspeita que ele tenha obtido “benefícios econômicos” a partir de possíveis "crimes de gestão temerária ou fraudulenta" de investimentos de fundos de pensão. Guedes deve prestar depoimento em Brasília no dia 6 de novembro. 

O MPF investiga se Guedes aplicou dinheiro captado dos fundos de forma irregular, deixando prejuízos aos aposentados das estatais. Para realizar as transações, a empresa de Paulo Guedes, que faz gestão de investimentos financeiros, teria cobrado comissões consideradas “abusivas” pelo MPF. 

No início do mês, o MPF abriu uma investigação preliminar para investigar o conselheiro econômico de Bolsonaro. Na ação, Guedes é suspeito de cometer crimes de gestão fraudulenta e temerária à frente de fundos de investimentos (FIPs) que receberam R$ 1 bilhão, entre 2009 e 2013, de fundos de pensão ligados a empresas públicas. Também é apurada a emissão e negociação de títulos imobiliários sem lastros ou garantias. Durante a investigação um outro caso de possível fraude foi descoberto.
A investigação foi aberta com base em relatórios da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) que apontam indícios de fraudes nos aportes feitos pelos fundos de pensão em dois fundos de investimentos criados pela BR Educacional Gestora de Ativos, empresa de Paulo Guedes. 
A Greenfield investigou, primeiramente, pagamentos de propina em fundos de pensão. Ao longo de seis anos, o economista captou ao menos 1 bilhão de reais de fundos como Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa), Postalis (Correios), além do BNDESPar, braço de investimentos do BNDES.
O DIA

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