Para secretário de segurança de SP, policiais são coautores de crime

Para secretário de segurança de SP, policiais são coautores de crime

Por Agência Estado
23/10/2018

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Declaração foi dada nesta segunda-feira, na capital paulista; Segundo Mágino Alves, investigação da corregedoria vai além do fato de os agentes estarem fazendo trabalho extraoficial

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves, afirmou nesta segunda-feira (22), que trata os nove policiais civis do Estado que se envolveram em um tiroteio com policiais mineiros em Juiz de Fora (MG) como coautores dos crimes praticados na ação, incluindo a morte de um agente mineiro.
As informações já obtidas dão conta de que os policiais faziam a escolta de um empresário que ia de São Paulo para Juiz de Fora trocar dólares de forma clandestina. O negócio deu errado quando se descobriu que parte das cédulas em real que seriam usadas na negociação era falsa. Quatro dos policiais paulistas – dois investigadores e dois delegados, sendo um deles do Grupo de Operações Especiais (GOE), força de elite – estão presos em Minas
Mágino Alves afirmou que a apuração da Corregedoria vai além do fato de os agentes estarem fazendo trabalho extraoficial, o “bico” de seguranças privados – o que por si só já é vedado pela Lei Complementar 2007/79. “(O que está em curso) é bem diferente de uma conduta extraoficial simples e corriqueira. Todos nós assistimos à grande quantidade de dinheiro (R$ 14 milhões) que estava sendo transportada. Isso não permite dizer que era só um trabalho de acompanhamento, de escolta. Era um trabalho em coautoria com o crime que estava sendo cometido pelo particular”, declarou o secretário.
As investigações criminais estão sob responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais, enquanto a Corregedoria paulista apura infrações administrativas dos agentes de São Paulo. Para a polícia mineira, conforme audiência de custódia feita após a prisão em flagrante dos policiais, o empresário paulista Flávio de Souza Guimarães e Roberto Uyvare Júnior, “dono de empresas situadas em França, Espanha e Brasil”, havia contratado a empresa de segurança de Jerônimo da Silva Leal Júnior, para “realizar um negócio milionário” em Juiz de Fora com o empresário Antônio Vilela.
TRIBUNA DE MINAS

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