Tratamento para diabetes pode acabar com injeções diárias de insulina



Tratamento para diabetes pode acabar com injeções diárias de insulina
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Novo tratamento pode acabar com a necessidade por injeções diárias de insulina (Foto: Wikimedia/Biggishben~commonswiki )
NOVO TRATAMENTO PODE ACABAR COM A NECESSIDADE POR INJEÇÕES DIÁRIAS DE INSULINA (FOTO: WIKIMEDIA/BIGGISHBEN~COMMONSWIKI )

Técnica inovadora estabilizou o nível de açúcar no sangue por até um ano nos pacientes testados

25/10/2018

Cientistas holandeses criaram um procedimento que pode acabar com as injeções diárias de insulina, necessárias para quem sofre com diabetes. O novo método estabiliza os níveis de açúcar no sangue de portadores de diabetes tipo 2 e se mostrou efetivo até um ano depois da sua aplicação. 
Durante a técnica, os pesquisadores usaram um tubo com um pequeno balão na extremidade que foi inserido no corpo de 50 pacientes. O objeto "caminhou" até o intestino delgado, onde o balão foi inflado com água quente e a membrana mucosa (tecido de revestimento interno) do organismo foi queimada pelo calor. Dentro de duas semanas, uma nova membrana se desenvolveu, levando a uma melhoria na saúde da pessoa. 
Um ano após este tratamento, a diabetes foi considerada estável em 90% dos pacientes testados. Acredita-se que existe uma ligação entre a absorção de nutrientes pela membrana mucosa do intestino delgado e o desenvolvimento de resistência à insulina. 
“Devido a esse tratamento, o uso de insulina pode ser adiado ou talvez evitado. Isso é promissor", afirmou Jacques Bergman, professor da faculdade Amsterdam UMC, em entrevista ao jornal britânico The Guardian.  "Com essas pessoas, vimos melhoria nos níveis de açúcar no sangue um dia após o procedimento. A questão agora é se o tratamento é permanente ou algo que deve ser repetido."
A nova técnica é mais adequada para pacientes que já tomam medicamentos, mas cujo nível de açúcar no sangue é alto o suficiente para médicos aconselharem que eles injetem insulina a curto prazo.
Os cientistas declararam ainda que as pessoas tratadas com este método podem ter menos chances de desenvolverem doenças cardiovasculares, insuficiência renal, cegueira e dormência nas mãos e nos pés.

O próximo passo do estudo é analisar como procedimento atua em pacientes com diabetes tipo 2 com idades entre 28 e 75 anos. 
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