Aposentadoria do INSS pode provocar perdas para o trabalhador

Aposentadoria do INSS pode provocar perdas para o trabalhador


Tom de cuidado também adotou o sócio de Thiago, Murilo Aith. "Uma reforma não ocorre da noite para o dia. É o momento de analisar os documentos, planejar com detalhes, para não se arrepender ao fazer um pedido de aposentadoria precoce, sem os devidos cuidados", ressaltou.
A preparação para ter uma aposentadoria tranquila é um ponto destacado por Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira.
"A aposentadoria pelo INSS é muito importante para os brasileiros e um direito do trabalhador. Entretanto, o valor não é suficiente para manter o padrão e a qualidade de vida após a concessão", alerta Domingos.
Para quem tem condições de desembolsar um dinheiro a mais todo mês, os planos de previdência privada podem ser alternativa para garantir recursos além da aposentadoria do INSS. E a modalidade tem atraído brasileiros.
Dados do Indicador de Reserva Financeira da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) apontam que entre as principais formas de reserva financeira, a previdência privada foi mencionada por 10% dos entrevistados.
Na página Meu Bolso Feliz, que está com endereço encurtado (https://goo.gl/cC8aEc), é possível simular os planos que sejam mais adequados ao orçamento doméstico.
Mas para Thiago Luchin, a previdência privada deve ser vista como alternativa ao regime oficial do INSS e não como prioridade do segurado. "É fundamental que as pessoas primeiro pensem em contribuir para o INSS, em seguida, a previdência privada como um complemento", adverte. Isso porque, segundo Luchin, a rentabilidade dos benefícios da INSS é proporcionalmente maior.
"Em uma previdência privada o contribuinte paga por um tanto que vai usar quando for beneficiário, é um recurso finito. A partir do momento que os recursos acabarem, não terá mais renda", alerta. "A aposentadoria do INSS vai até a morte do segurado e pode virar pensão para seus dependentes", ressalta.

Cnis serve de base para instituto conceder os benefícios


Mas como conferir o tempo de serviço e saber se pode requerer o benefício do INSS? "O primeiro passo é saber como está o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). É com base neste documento que o INSS reconhece o tempo trabalhado", orienta a advogada Jeanne Vargas, do escritório Vargas e Navarro Advogados Associados.
"Se algum período trabalhado não estiver no CNIS ou aparecer com a data errada, o segurado pode retificar e deixar pronto para o momento em que fizer o pedido de sua aposentadoria. Isso aumenta as chances de deferimento do benefício", informa Jeanne.
Um ponto importante destacado pela advogada é que em alguns casos no CNIS aparece o indicador "PEXT" ao lado do período trabalhado. "Isso significa que a informação inserida no sistema do INSS é extemporânea, podendo o instituto exigir a sua comprovação. Neste caso, o segurado deve juntar toda a documentação que tiver, além da carteira de trabalho, para comprovar o período trabalhado", ensina.
Os documentos que podem ser apresentados para fazer o acerto são: cópia do contrato de trabalho, do livro de registro de empregado, contracheques, termo de rescisão do contrato de trabalho, extrato analítico do FGTS, ou outros documentos que comprovem que de fato ele trabalhou e o período pode ser reconhecido pelo INSS.

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