Desmatamento na Amazônia cresce 14% e é o maior desde 2008



Desmatamento na Amazônia cresce 14% e é o maior desde 2008
BAHIA.BA
Foto: Alberto César Araújo/AE

Foram devastados 7,9 mil quilômetros quadrados entre agosto de 2017 e julho de 2018

O desmatamento na Amazônia voltou a crescer nos entre 2017 e 2018 e atingiu o maior patamar da última década, com 7,9 mil km² de floresta derrubados. Esse total representa um crescimento de 13,7% em relação ao período anterior (2016-2017).
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). As informações são relativas ao Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite), sob responsabilidade do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Na avaliação do MMA, segundo a Folha de S. Paulo, o aumento no desmatamento tem quatro motivos principais: sinais de mudança nos ventos políticos, câmbio favorável ao agronegócio – o que estimula a abertura de novas áreas -, um período de seca mais agudo do que a média e, em decorrência disso, um grande aumento no número de queimadas.
Durante o período eleitoral de 2018, de agosto a outubro, houve uma explosão no desmatamento amazônico, que cresceu 48,8% em relação ao mesmo espaço de tempo do ano anterior.
O monitoramento em questão, porém, é relacionado ao Deter B, outro projeto do Inpe que acompanha o desmatamento quase em tempo real, mas possui menor resolução que o Prodes.
De toda forma, os dois sistemas apresentam grande convergência de informações. Esses dados, contudo, só farão parte do Prodes 2019, pois o sistema considera as taxas anuais de desmatamento entre os períodos de agosto do ano anterior e julho do ano atual.
O clima mais seco também teria facilitado o desmate. Usadas para a supressão ilegal da floresta, as queimadas bateram recorde no ano passado na série do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), iniciada em 1999.
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