Major executado com tiros de fuzil estaria recebendo ameaças de homem de confiança de traficante



Major executado com tiros de fuzil estaria recebendo ameaças de homem de confiança de traficante

EXTRA

As marcas dos disparos na porta do carro do PM

O major Alan de Luna Freire, de 40 anos, executado com tiros de fuzil na manhã desta terça-feira na Avenida Pensilvânia, no bairro Jardim Esplanada, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, estaria recebendo ameaças de morte. Antonio Eugênio de Souza, o Batoré, apontado pela polícia como o "matador" da quadrilha chefiada por Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, de 39 anos, traficante mais antigo no poder do Rio, seria o autor das intimidações contra o oficial.
As ameaças estariam ocorrendo por causa de prisões feitas por Luna e sua equipe — o agente trabalhava no Serviço Reservado (P-2) do 17º BPM (Ilha do Governador) — de integrantes do bando de Guarabu no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio. Além disso, o major participou de uma operação na comunidade, junto com a Polícia Civil, no início deste mês, na qual dois seguranças do traficante foram mortos.

Batoré aparece armado em festa de traficantes

Um vídeo obtido por agentes da Ilha do Governador, a 37ª DP, mostra o que seria uma festa com vários criminosos armados. Ao menos onze traficantes portavam fuzis. O evento, de acordo com a polícia, foi realizado no Morro do Dendê. No local — onde há música, um palco montado e até um telão — os bandidos efetuam diversos disparos de fuzis para o alto. De acordo com a distrital, os bandidos flagrados nas imagens foram identificados. Entre eles estão Batoré e um outro, Renan Henrique Barbosa Campos, o RN.
Ainda segundo os agentes, Renan é o homem de camiseta amarela que aparece no vídeo. Mesmo sem um dos braços, ele pendura um fuzil no ombro esquerdo. Um caso envolvendo o criminoso ganhou repercussão no ano passado, quando 50 bandidos invadiram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Complexo da Maré para resgatá-lo. À época, a ação dos criminosos foi registrada pelo circuito interno daquela unidade de saúde.
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Ainda no vídeo obtido pela delegacia da Ilha, Batoré — com tatuagens na perna e no braço, vestindo camiseta azul, além de usar um cordão e boné — é o homem que segura o fuzil para que Renan efetue diversos disparos para o alto, informaram os policiais da 37ª DP. Não foram divulgadas, porém, informações sobre quando a festa foi realizada.

DHBF investiga morte de Major

O crime aconteceu por volta das 8h30. Os criminosos, encapuzados, estavam num Hyundai Elantra prata e, após atirarem contra o veículo do major, fugiram. Na lataria do carro de Luna é possível ver as marcas de pelo menos 24 disparos. Os tiros foram agrupados, todos perto da maçaneta da porta do motorista. Foram apreendidas cápsulas de fuzil calibre 762.
— Trabalhamos com a hipótese de execução — disse o delegado Leandro Costa, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
De acordo com Costa, esse seria o primeiro dia de trabalho de Luna após as férias.
O major Luna
O major Luna Foto: Reprodução
Uma equipe da DHBF fez uma perícia no local do crime. A esposa do policial foi até o local do assassinato do marido e pasou mal. Ela precisou receber atendimento médico.
Uma testemunha contou ao EXTRA que viu o momento em que um bandido estava parado ao lado do carro do PM dando tiros:
— O trânsito estava parado. Estava dentro de casa e ouvi o primeiro tiro. Corri para o portão. Ainda deu para olhar um homem moreno, atirando ao lado do carro. Foram muitos tiros. Corri para dentro de casa, chorando e assustada. Na hora dos tiros os motoristas voltaram pela contramão.
PM lamenta a morte
Em nota, a Polícia Militar lamentou a morte do agente. De acordo com a corporação, Luna estava na PM havia 17 anos. Além da esposa, ele deixa um filho de 3 anos. O oficial foi o 87º policial militar morto no Estado do Rio somente este ano.
"A Polícia Militar lamenta a morte do Major Alan de Luna Freire, lotado no 17º BPM (Ilha), ocorrida na manhã desta terça-feira (27/11). O oficial dirigia seu veículo próximo de sua residência, em Nova Iguaçu, quando criminosos encapuzados e portando fuzis (...) efetuaram diversos disparos. Ele foi atingido e não resistiu aos ferimentos.

O Major Luna, tinha 40 anos, estava na Corporação há 17 anos, deixa esposa e um filho de três anos. Ainda não há informações sobre o sepultamento. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o caso".
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