Sérgio Moro aceita ser ministro da Justiça do governo Bolsonaro



Sérgio Moro aceita ser ministro da Justiça do governo Bolsonaro

CORREIO BRAZILIENSE

O juiz da Lava-Jato se reuniu nesta manhã com o presidente eleito Jair Bolsonaro e disse sim ao convite de comandar espécie de superministério


O juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava-Jato na primeira instância, aceitou ser ministro da Justiça no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). A decisão foi anunciada ao futuro mandatário nesta quinta-feira (1º/11), depois de um encontro dos dois na casa de Bolsonaro, no Rio de Janeiro.

O juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba divulgou uma nota após a reunião, que começou por volta das 9h, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A intenção de Bolsonaro é fundir o Ministério da Justiça com o Ministério da Segurança Pública e a Controladoria-Geral da União (CGU), entre outros órgãos.
 
Antes de chegar ao Rio, no voo que partiu de Curitiba, o magistrado disse que ainda não existe uma decisão. "Se houver a possibilidade de uma implementação dessa agenda, convergência de ideias, como isso ser feito, então há uma possibilidade. Mas como disse, é tudo muito prematuro", disse. A expectativa é que ainda hoje seja divulgado se o magistrado vai ou não integrar a pasta. Bolsonaro quer definir a equipe de governo o quanto antes. 

Durante o voo, o juiz chegou a dizer que ainda não há nada definido. "Ainda vai haver a conversa", emendou. O juiz responsável pelos principais processos judiciais da Operação Lava-Jato desembarcou diretamente na pista de pouso, de onde partiu para a casa de Bolsonaro, onde chegou às 9h, em carro da Polícia Federal (PF) e falou apenas com a Rede Globo que o acompanhou na viagem.
 
A inclinação do juiz curitibano, diante da escolha de seu nome, foi claramente positiva.Na tarde dessa quarta-feira (31/10), a colunista Sonia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo, disse que Moro aceitará o convite de Bolsonaro porque assumirá um ministério da Justiça ampliado. O encontro será com Jair Bolsonaro e seu vice, o general Hamilton Mourão.
 
No desenho esboçado pela equipe de Bolsonaro, o novo ministério da Justiça seria mais abrangente e incluiria a área de Segurança Pública - que tem sob seu comando a Polícia Federal -, mais a Secretaria da Transparência e Combate à Corrupção, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Moro desembarca agora de manhã no Rio de Janeiro e retorna no começo da tarde para Curitiba, onde mora.

Enquanto o juiz está reunido com o presidente eleito, populares e jornalistas aguardam na porta do condominío a saída de Sérgio Moro. Com direito a bonequinho Super Moro na mão
 
Convite

Após as eleições, Bolsonaro afirmou, durante entrevistas, que Moro poderia assumir o Ministério da Justiça ou, futuramente, uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O juiz federal agradeceu o convite, afirmando estar “honrado” pela lembrança e que “refletiria” sobre o assunto. “Caso efetivado oportunamente o convite, será objeto de ponderada discussão e reflexão.”

Para especialistas que acompanham o processo político, ocupar o Ministério da Justiça representa uma espécie de rito de passagem para, futuramente, ser nomeado para o Supremo.

Supremo

Durante o mandato presidencial, Bolsonaro poderá fazer duas indicações ao Supremo. A primeira oportunidade será em novembro de 2020, quando o ministro Celso de Mello, decano da Corte, completa 75 anos e será aposentado compulsoriamente. No ano seguinte, será a vez do ministro Marco Aurélio Mello deixar o STF.

Moro, de 46 anos, procura ser discreto nas atitudes, mas ganhou notoriedade ao comandar, há quatro anos, o julgamento em primeiro instância dos processos relativos à Operação Lava Jato, nos quais foram envolvidos nomes como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro José Dirceu, empresários e parlamentares.

O escândalo relativo aos desdobramentos da Lava-Jato é considerado um dos mais complexos casos de corrupção e lavagem de dinheiro no país. No ano passado, Moro condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão. Foi a primeira condenação de um ex-presidente da República. A decisão foi ampliada em segunda instância, e o ex-presidente agora cumpre pena em Curitiba, desde abril.
 
Com informações da Agência Estado e da Agência Brasil
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