A política doméstica de Bolsonaro



A política doméstica de Bolsonaro


Flávio, eleito senador pelo Rio, já dá.
No finalzinho de seu mandato como deputado estadual pelo Rio, Flávio foi engolfado por traquinagens bancárias “atípicas” de um ex-motorista, levantadas pelo Coaf: Fabrício José Carlos de Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão, em parte vindos dos bolsos de outros assessores parlamentares do deputado — o que fez levantar a suspeita da existência da velha e condenada prática conhecida como “rachid”, em que parlamentares ficam com parte do salários dos funcionários.
O ex-motorista depositou ainda um cheque no valor de R$ 24 mil na conta de Michelle Bolsonaro, mulher de Bolsonaro. O presidente eleito disse que havia sido pagamento por um empréstimo.
A princípio, Flávio disse confiar no ex-motorista, mas a história foi ficando mais e mais embolada: além de Queiroz, ele empregou em seu gabinete a mulher e as duas filhas do ex-assessor, também envolvidas nas transferências típicas de “rachid”.
Em relação a Eduardo e Carlos, o desafio é segurar a língua de ambos.
Eleito deputado federal por São Paulo com a maior votação da história do país, Eduardo deu lenha para o fogo oposicionista ao bravatear em uma aula preparatória para concursos públicos que um soldado e um cabo eram suficientes para “fechar o STF”. O vídeo caiu na internet.
Eduardo acabou tomando bronca do pai — e de ministros do STF, como Gilmar MendesDias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Carlos foi o estrategista das redes sociais na campanha vitoriosa do pai.
E gosta de alvejar os adversários pelo Twitter.
Vereador pela cidade do Rio (ele desistiu de disputar as eleições de 2018), chegou a ser cotado para assumir a Secretaria de Comunicação no futuro governo do pai, informação revelada por O Antagonista.
Pegou mal (eles nunca tinham ouvido falar em nepotismo?)

Carlos, então, recusou a oferta, fazendo a coisa certa.
O Antagonista

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