Quatro pessoas são mortas e duas baleadas em rixa entre CV e PCC



Quatro pessoas são mortas e duas baleadas em rixa entre CV e PCC

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policia militar

Residência onde duas pessoas foram mortas e duas foram baleadas, no bairro Água Vermelha, em Várzea Grande

Por: LUIS VINICIUS

A cidade de Várzea Grande registrou no dia 3 de outubro um dos crimes que mais chocou a Região Metropolitana este ano. Quatro pessoas foram mortas e outras duas baleadas durante uma rixa entre as duas maiores facções criminosas de Mato Grosso: o Comando Vermelho (CVMT) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os crimes ocorreram nos bairros Água Limpa e Carrapicho. Foram mortos os jovens: Lana Talyssa Moreira Bezerra, 13 anos, Keize Rodrigues, 16 anos, Felipe Melo dos Santos, 25 anos e Leandro Oliveiras, 26 anos. Já Júnior da Silva Pereira, 31 anos, e Vitor Santana Santos, de 23 anos, foram baleados e encaminhados ao Pronto Socorro de Várzea Grande (PSVG).

delegado frederico murta
 As investigações foram comandadas pelo delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Frederico Murta

Segundo informações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), essas vítimas eram moradoras da cidade de Tangará da Serra (240 km de Cuiabá). Cerca de uma semana antes da chacina, eles alugaram uma residência no bairro Água Limpa.

As investigações apontaram que três criminosos do Comando Vermelho localizaram as adolescentes Lana e Keiza, um dia antes do crime, e cometeram o sequestro. Com as vítimas rendidas, os membros da facção obrigaram jovens a falarem qual era o paradeiro das outras vítimas. Devido à ameaça de morte, as meninas repassaram as informações solicitadas pelos assassinos.

Com as informações, três criminosos foram até a residência onde os meninos estavam em um veículo Renault Sandero. Encapuzados, os assassinos burlaram o sistema eletrônico do portão e invadiram a casa. No local, eles mataram Felipe e Leandro. Júnior e Vitor foram baleados e encaminhados para o hospital.

Em seguida, o trio levou Lana e Keize às margens do Rio Cuiabá, na região do bairro Carrapicho. Amarradas, as vítimas ficaram de joelho e foram assassinadas com tiros na cabeça. Toda a ação foi filmada pelos próprios criminosos com um celular. Devido ao forte conteúdo, as imagens não serão mostradas pela reportagem.

Após executarem as adolescentes, o trio jogou os corpos no rio, que foram encontrados por pescadores. Os ribeirinhos acionaram a polícia.

Polícia identifica os assassinos

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 Os corpos das adolescentes Keize Rodrigues, de 16 anos e Lana Thalyssa Moreira Bezerra
Pouco tempo depois da chacina, a DHPP, por meio de investigação conduzida pelo delegado Frederico Murta, identificou os três criminosos que participaram da ação criminosa. Thalyson Thiago Taborda Oliveira, 23 anos, Donato Silva Nascimento, conhecido como Netinho, 24 anos, e Luiz Fernando Oliveira Caetano Moreira, chamado de Dumbo ou Dumbão foram apontados como os participantes dos crimes.

O primeiro a ser preso foi Thalyson. Pouco tempo depois da sua prisão, ainda dentro da viatura, o criminoso confessou que dirigiu o veículo Renault Sandero até a residência, localizada na Rua Miguel Leite, no bairro Água Limpa, e participou das quatro execuções.

Ao ser questionado, Thalyson afirmou que Donato e Luiz mataram as vítimas por pertencerem a uma facção rival.

Em seguida, no dia 25 de outubro, Donato também foi capturado. Ele estava na comunidade Figueiral, zona rural de Nossa Senhora do Livramento (32 km de Cuiabá), onde estaria morando e vendendo drogas. Ele tem quatro passagens criminais, duas por roubo, uma por homicídio e uma por porte ilegal de arma de fogo. Dumbo continua foragido.

Em novembro, Paulo Martins Nunes, de 23 anos, foi preso suspeito de ter participação na chacina. Conforme o site Meganésia, o próprio suspeito teria acionado o Centro de Operações da Polícia Militar e confessado o crime.

Aos policiais, Paulo Nunes relatou que havia recebido R$ 6,5 mil com mais quatro comparsas para matar quatro pessoas rivais de uma facção.

O suspeito revelou que, desde que cometeu os homicídios, vem se escondendo das autoridades policiais, em diversas cidades. Antes de chegar a Goianésia, ele teria passado por Goiânia, de ônibus.

Temiam represália

Investigações da DHPP apontaram que as vítimas da chacina ocorrida teriam vindo para Várzea Grande por receio represália do CV.

Essas vítimas, segundo informações obtidas pelo HiperNotícias, estariam envolvidas no assassinato de um membro do Comando Vermelho, em Tangará. Os “parceiros” dessa supostas pessoa executada começaram uma busca para vingar a morte.

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