Investigação sobre homem desaparecido leva polícia ao 'tribunal do crime' do PCC

Investigação sobre homem desaparecido leva polícia ao 'tribunal do crime' do PCC
Por Metro Jornal
Quarta, 09 janeiro 2019


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O pai de um garoto de 12 anos descobriu que seu filho foi abusado sexualmente por um homem. Inconformado, ele resolveu fazer justiça – ao seu modo.
O pai, morador de Serrana, no interior de São Paulo, procurou um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) para “resolver” o caso.
Segundo investigação da Polícia Civil, esse membro da facção, conhecido como“Véio dos Predinhos”, comunicou os colegas sobre o suposto crime.
A facção se reuniu, então, em uma conferência pelo celular, e decidiu que o abusador deveria ser levado ao "tribunal do crime".
Esse tribunal às avessas foi instituído pelo PCC no Estado e, de forma paralela às leis, dá sentenças de acordo com um parâmetro próprio de funcionamento. A organização segue uma legislação específica e chega a decidir quem vive e quem morre de acordo com a infração.
No tribunal do crime
Com a decisão, o suposto abusador foi capturado e levado pela facção para a cidade de Ribeirão Preto – bem próximo dali – para ser julgado por estupro.
O julgamento ocorreu em um bar na comunidade do Simioni. De acordo com a polícia, foi lá onde outro membro da organização, conhecido como “Véio do Rio”, dirigiu o processo de acusação e defesa.
Mas não adiantou. O homem foi sentenciado a morte, o que foi prontamente executado pelo PCC.
Em seguida, os membros facção esconderam o corpo dele no porta-malas de um carro e levaram para outro local para ser enterrado.
O sumiço
O homem desapareceu sem deixar rastros. Naturalmente, a polícia foi acionada para tentar encontrá-lo. Foi aí que as investigações começaram e todo o esquema foi descoberto.
A Polícia Civil conseguiu identificar os autores, mapear cada atividade no crime e estabelecer o relacionamento de cada um dentro da hierarquia da organização criminosa.
Um organograma do crime foi montado. Veja:
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Divulgação/Polícia Civil
Alguns dos participantes já estão presos. Os demais estão sendo procurados pela Polícia Civil.

METRO JORNAL

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