Procuradoria afirma que filho de Cuoco gerava notas frias e neto do general Figueiredo autorizava propinas

Procuradoria afirma que filho de Cuoco gerava notas frias e neto do general Figueiredo autorizava propinas

DCM  01/02/2019


Do blog de Fausto Macedo no Estadão:
Ao pedir a prisão do neto do ex-presidente general João Figueiredo (1979-1985), Paulo Figueiredo Filho, e do filho do ator Francisco Cuoco, Diogo Cuoco, a Procuradoria da República no Distrito Federal detalhou o envolvimento de ambos com supostas propinas e lavagem de dinheiro envolvendo fraudes em aportes do Banco Regional de Brasília. Eles foram presos preventivamente no âmbito da Operação Circus Máximus, deflagrada nesta terça-feira, 29.
A Procuradoria sustenta que uma organização criminosa se instalou no Banco de Brasília (BRB), desde 2014, e vem praticando, junto com empresários e agentes financeiros autônomos, crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro e gestão temerária.
Paulo Figueiredo Filho é um dos sócios de um Fundo de Investimento ancorado na construção do Trump Hotel na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A Procuradoria dá conta de que o Fundo passou a ser investigado pela força-tarefa Greenfield em 2016, já que foram feitos aportes pelo Serpros.
A Greenfield revela que Henrique Domingues Neto, da corretora BIAM DTVM, ofereceu a Ricardo Rodrigues, sócio de Figueiredo Filho, um aporte de R$ 3 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Santos. Em contrapartida, deveria ser feito um pagamento de R$ 25 mil em favor de Ricardo Leal, que era conselheiro de administração do Banco de Brasília e havia sido tesoureiro da campanha de Rodrigo Rollemberg ao governo de Brasília, em 2014, segundo afirma o Ministério Público Federal. A Procuradoria afirma que Letal e e Henrique Neto tinham influência para garantir os aportes ilícitos e distribuir propinas.
(…)
DCM

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