EUA libera o primeiro medicamento exclusivo para depressão pós-parto

EUA libera o primeiro medicamento exclusivo para depressão pós-parto
METRÓPOLESElena_Garder, Istock

O tratamento completo custará entre US$ 20 mil e US$ 35 mil. A doença atinge mais de 400 mil mulheres norte-americanas por ano

primeiro medicamento para uso específico contra a depressão pós-parto foi liberado nos Estados Unidos pela Food and Drug Administration (FDA), agência equivalente à nossa Anvisa. O remédio será ministrado de forma intravenosa e o tratamento completo consistirá em até 60 horas de aplicação. Ao todo, custará entre US$ 20 mil e US$ 35 mil (de R$ 76 mil a R$ 132 mil).
A depressão pós-parto atinge 400 mil mulheres norte-americanas a cada ano. Diferentemente da melancolia natural que acomete a maioria das mulheres no pós-parto, chamada de “baby blues“, a doença pode afetar a capacidade da mãe de formar vínculos afetivos com o bebê.
O principal componente do remédio recém-aprovado é o “allopregnanolone”, também conhecido como brexanolone, um subproduto do hormônio progesterona. O objetivo do tratamento é atingir os neurotransmissores GABA, que são responsáveis pela regulação de humor e a desaceleração da atividade cerebral. Isso faz com que o organismo relaxe mais. O medicamento será comercializado sob a marca Zulresso, do fabricante Sage Therapeutics.
A FDA recomendou que o remédio, de uso controlado, só esteja disponível em consultórios e clínicas certificados. Por ser uma medicação forte, a agência exigirá que as pacientes sejam monitoradas constantemente por profissionais de saúde. Testes realizados pela FDA com 12 mulheres em fase amamentação mostraram que o volume de compostos químicos transferidos para o leite materno é baixo e não sugerem risco significativo de reações adversas.
O tratamento anterior prescrito para mulheres com depressão pós-parto era feito com antidepressivos e psicoterapia e os efeitos levavam até oito semanas para serem alcançados plenamente. De acordo com os médicos que realizaram os testes clínicos, a nova medicação permitirá respostas mais rápidas do organismo: com dois dias e meio de uso.
“Não temos quaisquer outros tratamentos nem de longe tão efetivos”, afirma Jess Fiodorowicz, membro do comitê consultivo da FDA e psiquiatra da Universidade de Iowa.
A farmacêutica Sage também está desenvolvendo uma medicação oral para o tratamento de crises depressivas graves, como a que pode ocorrer no pós-parto. A pílula, no entanto, ainda está em fase de testes. (Com informações do Washington Post)
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