Homem incendeia casa com a ex-companheira e a filha de 3 anos dentro

Homem incendeia casa com a ex-companheira e a filha de 3 anos dentro

CORREIO BRAZILIENSE














A 6ª Delegacia de Polícia investiga o caso, tratado como tentativa de duplo feminicídio(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O suspeito tem 21 anos e está foragido. O crime aconteceu no Itapoã, na noite de segunda-feira


Um homem de 21 anos está foragido após, segundo a Polícia Civil, cometer uma dupla tentativa de feminicídio. Ele é acusado de ameaçar a ex-companheira de morte e incendiar a casa dela, enquanto a mulher e a filha dos dois, de apenas 3 anos, estavam na residência. O caso aconteceu na última segunda-feira (18/3), às 22h30, no Itapoã.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Jane Klebia, da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), ele descumpriu uma medida protetiva que o impedia de se aproximar da ex e foi até a residência durante a noite. Após gritar "vou te matar", ele colocou fogo em um colchão e ligou o gás da cozinha. Para impedir que elas fugissem, ele ainda as trancou na casa e fugiu com a chave.

A criança presenciou o momento de fúria do pai e o viu tentar atingir com uma faca a ex-companheira, que ficou com um corte na mão e alguns machucados. A mulher conseguiu apagar o fogo com toalhas molhadas, e a fumaça chamou a atenção de uma vizinha, que prestou socorro. 

"Pela forma como o crime aconteceu, a intenção dele era realmente matar as duas, mãe e filha. Por isso estamos tratando como tentativa de duplo feminicídio", explicou a delegada.

Episódios de violência

Segundo a mulher, ela e o acusado tiveram um relacionamento antigo, que teve fim após diversos episódios de violência por parte dele. Por conta desse histórico, a Justiça expediu medida protetiva para a mulher e a filha. 

"O acusado ainda está foragido, mas hoje nós intensificamos a busca para encontrá-lo", disse a delegada, na manhã desta terça-feira (19/3). O acusado deve responder também pelos crimes de ameaça, incêndio, lesão corporal, violência doméstica, violação da Lei Maria da Penha e descumprimento de decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência.

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