PCDF apreende adolescentes que ameaçaram ataques em escolas



PCDF apreende adolescentes que ameaçaram ataques em escolas
METRÓPOLES


Os acusados de 13 e 15 anos foram apreendidos após investigação da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos

A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), da Polícia Civil do DF, apreendeu dois adolescentes, de 13 e 15 anos, envolvidos em ameaça a escolas da rede pública de Samambaia.
Os menores foram localizados na QR 516 da região administrativa. A unidade policial chegou aos suspeitos após ser acionada pela Secretaria de Educação. As ameaças foram feitas no Instagram. No vídeo postado pelos acusados, há imagens de pessoas armadas fazendo menção de realizar um “massacre” nos estabelecimentos de ensino.
As apreensões ocorrem dois dias depois o secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, informar que inteligência do Governo do Distrito Federal (GDF) identificou 11 responsáveis por fazer ameaças na internet a escolas públicas do DF. “Queremos esclarecer que essas pessoas estão sendo monitoradas e serão responsabilizadas”, disse, na ocasião.
O secretário ressaltou que a maioria é adolescente. Torres avisou que os jovens seriam apreendidos e os adultos, detidos nos próximos dias. A intenção, de acordo com o secretário, é saber se as ameaças poderiam se concretizar ou se trata-se apenas de brincadeiras de mau gosto feitas na internet.
A Segurança também anunciou que 180 policiais militares reforçarão o patrulhamento nas imediações dos centros de ensino. A princípio, entre 40 e 50 colégios da rede serão contemplados com o efetivo extra. Em duplas, eles farão a segurança de alunos, professores e funcionários.
Temor entre pais de alunosA notícia foi dada no momento em que aumentam os casos de ameaças de ataques a colégios na capital da República. Na segunda-feira (18), cinco alunos do Gisno usaram as redes sociais para anunciar um suposto ataque. Na terça (19), foi a vez de os pais do Centro de Ensino Fundamental 27 (CEF 27), de Ceilândia, ficarem assustados.
Na manhã de quarta-feira (20), eles ficaram receosos de deixarem seus filhos na escola por causa de boatos de que haveria uma explosão na instituição de ensino pública, localizada na QNR 1, e levaram as crianças de volta para casa.
Os PMs fizeram uma busca minuciosa e nada encontraram nas dependências da escola. “Na manhã desta quarta-feira (20), pais e estudantes ficaram assustados devido ao boato e optaram por não deixar as crianças na escola. Por isso, não houve aula no turno da manhã, e haverá reposição. À tarde, as aulas serão normais”, informou a pasta.
Varredura na Asa NorteNa segunda (18), equipes da Polícia Militar também fizeram varredura no Gisno, na 907 Norte. Também pelas redes sociais, cinco alunos disseram que ocorreria um ataque ao colégio.
O caso é investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Um inquérito será instaurado para apurar a participação de um estudante maior de idade no episódio. Ele responderá por dois crimes: falso alarme e corrupção de menores. Caso seja condenado, ele pode pegar até quatro anos de prisão. Já os quatro adolescentes suspeitos de ameaça no Gisno, além de serem transferidos de colégio, terão o caso encaminhado à Vara da Infância e da Juventude.
METRÓPOLES

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.