Planilha mostra pagamento de propina para Temer ao longo de 20 anos, diz MP



Planilha mostra pagamento de propina para Temer ao longo de 20 anos, diz MP

CORREIO BRAZILIENSE

























O Ministério Público Federal (MPF) afirmou que durante as investigações em relação aos desvios em recursos da Eletronuclear e das obras de Angra 3, foi identificada uma planilha que registra pagamentos de propina ao ex-presidente Michel Temer. De acordo com a procuradora Fabiola Schneider, os repasses ilegais ocorreram durante 20 anos.

Fabiola destacou que Temer e o coronel João Baptista Lima atuam juntos em esquemas de corrupção desde que se conheceram, há 40 anos. As diligências apontaram que nos momentos em que Temer estava no poder, a Engeplan, empresa de Lima, obteve sucesso em concorrências para prestar serviços em diversas áreas do serviço público. "É possível ver um crescimento exponencial da Engeplan em contratos públicos nos períodos em que Michel Temer ocupou cargos públicos", disse a procuradora.

Além disso, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou uma tentativa de depósito de R$ 20 milhões na conta da Engeplan. Esse fato ainda está sendo investigado e as autoridades apontam que o esquema ainda está em andamento. 
 

Movimentações financeiras

O MPF aponta, ainda, que a organização criminosa, que de acordo com os procuradores é chefiada pelo ex-presidente Michel Temer, movimentou R$ 1,8 bilhão durante os 20 anos e adotou técnicas de contrainteligência para atrapalhar as investigações. 
 
O procurador José Augusto Vagosta firmou que a prisão de Temer, do ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, além do coronel João Baptista Lima, foram presos para garantir o andamento do inquérito. "Os contratos eram forjados para perdurar durante anos, inclusive após o próprio mandato do ex-presidente da República.No caso de Angra 3, somadas às propinas, o valor foi de R$ 12 milhões cerca de R$ 12 milhões. Mas levantamos todos os casos envolvendo pagamentos ilegais ou pedidos de propina, e ainda o que seria pago e o valor chegou a R$ 1,8 bilhão", disse.

Augusto também destacou que nas próximas semanas uma ou duas denúncias podem ser apresentadas contra os investigados. Os integrantes do grupo são acusados de falsificarem documentos, e adotarem técnicas para tentar enganar as autoridades. “A organização criminosa comandada por Temer tinha constante e ativo direcionamento de esforços no sentido de monitorar, impedir (por meio de subtração de documentos) e confundir (pela produção de documentos) as investigações”, informou a força-tarefa da Lava-Jato no Rio.

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