'Esperança de mãe não morre', diz mulher que encontrou filho após 38 anos

'Esperança de mãe não morre', diz mulher que encontrou filho após 38 anos

CORREIO BRAZILIENSE


Sueli Silva teve o filho roubado dela quando a criança tinha apenas dois dias. Com a ajuda da Polícia Civil do DF, ela pôde conversar com ele pela primeira vez na última quarta-feira


Lágrimas guardadas durante 38 anos caíram dos olhos de Sueli Gomes da Silva, 56 anos, na noite da última quarta-feira (25/4), quando a moradora de Brasília viu e conversou pela primeira vez com o filho, Luís Miguel, roubado aos dois dias de vida, na porta do Hospital Regional do Gama (HRG).

Na conversa, por chamada de vídeo, Sueli descobriu que Luís Miguel se tornou corretor de imóveis, mora na Paraíba e é "bonito que nem a mãe", como ela brinca, transparecendo a felicidade que está sentindo. 

Os dois ainda não puderam se encontrar pessoalmente. Luís, que acabou registrado como Ricardo Araújo, está fazendo um curso em João Pessoa. E Sueli está em Goiânia, a trabalho. Mas vê-lo, mesmo a distância, já foi "maravilhoso", ela diz. "Eu ficava olhando para ele e ele para mim. Foi uma coisa mágica, maravilhosa!”, completa.

Desde 11 de fevereiro de 1981, quando o filho foi retirado dela por funcionários do orfanato onde ela passou a infância e a adolescência, Sueli sonhava com este momento. Em alguns momentos, revela, chegou a desanimar. Mas "a esperança de mãe não morre nunca", afirma.

Exame de DNA

A realização desse sonho começou no último dia 8, quando ela recebeu uma ligação do delegado responsável pelo caso, Murilo Freitas, pedindo que ela fosse à 14ª Delegacia de Polícia (Gama). Como era uma longa investigação, iniciada em 2013, depois de Sueli pedir ajuda à Polícia Civil do Distrito Federal, ela imaginou se tratar de só mais um processo de coleta de informações. "Quando ele me disse que tinha encontrado meu filho, eu perdi o chão", lembra.

Faltava ainda, no entanto, a confirmação final: o resultado do exame de DNA. O teste ficou pronto na última terça-feira (23/4). "Vi o resultado e fiquei em êxtase! Porque, como foi um processo bem doloroso e longo, cheguei a ficar na dúvida se era ele mesmo, apesar de todas as outras provas. Mas com o exame foi só alegria, fiquei ainda mais maravilhada", comemora.

O próximo  passo e  que mais deseja é o encontro com o filho, quando poderá tocá-lo e abraçá-lo. "Vamos nos encontrar pessoalmente em Brasília. Eu não tenho palavras para descrever tudo isso. É uma história linda, com final lindo."

CORREIO BRAZILIENSE

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.