Ex-PM assassino confesso de Jéssyka Laynara é condenado a 21 anos de prisão

Ex-PM assassino confesso de Jéssyka Laynara é condenado a 21 anos de prisão

CORREIO BRAZILIENSE









Ronan Menezes do Rego matou Jéssyka Laynara da Silva Sousa a tiros

(foto: Reprodução)

O júri decidiu pela condenação destes crimes nas seguintes qualificadoras: motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas




Após quase 20 horas de julgamento, o corpo de jurados decidiu pela condenação do ex-policial militar Ronan Menezes do Rego, 28 anos, pelos crimes de feminicídio e ameaça contra Jéssyka Laynara da Silva Souza, 25, além da tentativa de homicídio praticada contra o professor de educação física Pedro Henrique da Silva Torres, 29.

A sentença dos jurados foi lida às 3h26 desta terça-feira (30), pelo juiz Tiago Pinto Oliveira. O magistrado fixou a pena do réu em 21 anos e 9 meses pelos crimes contra as vidas das vítimas. O júri decidiu pela condenação com as seguintes qualificadoras: motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Somadas, estas penas podiam chegar a 60 anos.

Pelo delito de ameaça, o magistrado determinou que o ex-PM cumprirá 2 meses e sete dias de detenção. Este crime foi em relação às ameaças cometidas contra Jéssyka. A defesa pode recorrer da decisão. 

A sessão do plenário do Tribunal do Júri de Ceilândia começou por volta das 9h30 de segunda-feira (29/4). Dez testemunhas de acusação prestaram depoimento, sendo seguidas das oito de defesa de Ronan. Todo este processo acabou por volta das 20h30. 

Em seguida, o réu Ronan foi chamado para responder aos questionamentos tanto para acusação, quanto para a própria defesa. Pela primeira vez desde o crime, o ex-policial militar falou sobre o caso. O testemunho durou mais de 3 horas.

Os dois promotores do Ministério Público Kleber Benício Nóbrega e Tiago Fonsêca Moniz tiveram 1h30 para fortalecerem a tese de acusação. O advogado Carlos Eduardo Campos, que atuou como assistente de acusação, também fez questionamentos. A defesa, realizada pela advogada Kelly Felipe Moreira, teve o mesmo tempo para sustentar as alegações. 

Ao final da sustentação, Kelly Moreira pediu ao corpo de jurados que considerassem três opções: a absolvição de Ronan pelos crimes; a desistência pelas qualificadoras dos homicídios consumado e tentado; e; por fim, pelo homicídio privilegiado - alegando que o réu agiu sob forte emoção e injusta provocação das vítimas, uma vez que, em depoimento Ronan afirmou um "embate" verbal antes dos disparos.
 
"Eu sei o que eu fiz. Foi um momento de loucura. Se eu tivesse parado para pensar, jamais tinha feito", disse o réu. O caso aconteceu na tarde de 4 de maio de 2018, na casa onde a vítima morava com a família, na QNO 15. 

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