Cientistas propõem construir um muro diferente entre EUA e México

Cientistas propõem construir um muro diferente entre EUA e México
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Muro no Yogurt Canyon, na fronteira entre EUA e México (Foto: RightCowLeftCoast/Creative Commons/Wikimedia Commons)
MURO NO YOGURT CANYON, NA FRONTEIRA ENTRE EUA E MÉXICO (FOTO: RIGHTCOWLEFTCOAST/CREATIVE COMMONS/WIKIMEDIA COMMONS)

Mais do que garantir segurança da fronteira, ele produziria energia alternativa; conheça o projeto


A promessa de campanha de Donald Trump de construir um muro na fronteira dos Estados Unidos com o México está entre os principais alvos de confusão no atual governo. Entre o fim do ano passado e o início deste ano, foi o pivô da paralisação do governo mais longa da história, visto que Trump se recusava a aprovar o orçamento federal, que não incluía os US$ 5,7 bilhões para a construção do tal muro.

Pois um grupo de cientistas talvez tenha encontrado uma solução, ao menos parcial, para acabar com a discórdia: construir um parque de energia alternativa nas 2 mil milhas (cerca de 3,6 mil quilômetros) de fronteira que separam os dois países. Formado por 28 engenheiros de diferentes universidades dos EUA, o comitê divulgou um documento em que cita estudos que mostram que a fronteira é um dos melhores locais do mundo para a produção energética, com amplo acesso a recursos solares, eólicos e de gás natural.

A estimativa é de que um parque solar, por exemplo, custaria US$ 4,8 bilhões e em menos de dez anos geraria retorno do investimento, produzindo a mesma quantidade de energia atualmente produzida por hidrelétricas na fronteira com o Canadá. A operação do parque requereria segurança e vigilância, que poderia ter também a função de fazer o controle de fronteira.


MURO PROPOSTO POR CIENTISTAS PARA A FRONTEIRA EUA-MÉXICO, COM ENERGIA SOLAR E EÓLICA, ESPAÇO PARA AGRICULTURA, DESSALINIZAÇÃO DA ÁGUA E MONITORAMENTO COM DRONES (FOTO: DIVULGAÇÃO)


A ocupação do lugar, por si só, minimizaria o risco de imigrantes ilegais — ainda que estudos recentes mostrem que 40% dos imigrantes ilegais chegam ao país de avião e o número de imigrantes ilegais atravessando a fronteira é o menor em 46 anos.

Para os cientistas, o plano não só faz sentido do ponto de vista científico, mas político também. “Os democratas querem um novo acordo verde, e os republicanos, segurança na fronteira”, disse o líder do comitê, Luciano Castillo, professor da Universidade Purdue, em entrevista à Scientific American. “Poderia ser uma situação ganha-ganha para os EUA e o México também, provocando uma nova conversa sobre a fronteira. E nós precisamos disso.” Até o momento, a equipe apresentou o projeto a três deputados e um senador.

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