Manifestações contra cortes na educação ocorrem em todo país

Manifestações contra cortes na educação ocorrem em todo país
Alexandre Gimenez, do UOL



Professores, estudantes e trabalhadores da educação participaram desde as primeiras horas da manhã de manifestações em defesa das universidades federais, da pesquisa científica e do investimento na educação básica. Os maiores protestos começaram à tarde em São Paulo, em Curitiba e no Rio.
Os atos reuniram pessoas de idades diversas, com crianças, jovens e idosos contra os cortes na educação.
O congelamento orçamentário atingiu recursos desde a educação infantil até a pós-graduação, com suspensão de bolsas de pesquisa oferecidas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
Nas universidades federais, o bloqueio anunciado foi de 30% dos recursos destinados a gastos discricionários (como água, luz e serviços de manutenção).
Ao chegar aos Estados Unidos nesta quarta, Jair Bolsonaro afirmou que as manifestações em defesa de recursos para a educação são feitas por "idiotas úteis", classificados pelo presidente como "militantes" e "massa de manobra".
Indagado sobre os protestos que acontecem nas capitais e grandes cidades do Brasil, o presidente disse que os alunos que estão nas ruas "não sabem nem a fórmula da água" e servem de instrumento político para "uma minoria espertalhões".
Para o jornalista Diogo Schelp, colunista do UOL, "desqualificar os anseios de pessoas sem filiação partidária que estão se manifestando contra os cortes em educação não é uma tática muito sábia para um presidente com popularidade em queda".
"Ao xingar abertamente estudantes e professores que questionam a falta de uma política nacional para a Educação, o presidente demonstra acreditar ter recebido um cheque em branco nas eleições de outubro do ano passado. Ignora o fato que ele não governa apenas para seus seguidores nas redes sociais e em nome de seu projeto de poder, mas é presidente de todos os brasileiros", afirmou o jornalista Leonardo Sakamoto, colunista do UOL.
Enquanto protestos aconteciam em várias cidades do país, o ministro da educação, Abraham Weintraub, participava de uma sessão tensa na Câmara dos Deputados, Weintraub foi convocado para falar dos cortes no orçamento do ensino.
O ministro colocou a culpa nos governos anteriores pelo corte de orçamento na área, que atinge R$ 7,4 bilhões neste ano.

UOL

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