PMs alvos de operação pelo Gaeco se tornaram amigos no crime ao dividirem cela em prisão

PMs alvos de operação pelo Gaeco se tornaram amigos no crime ao dividirem cela em prisão


Policiais do Bope apoiaram operação do Gaeco (Foto: Djalma Malaquias – Banda B)

Ao todo, durante a operação que apura lavagem de dinheiro, roubo e furto, 20 pessoas foram presas

Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias em 09 de maio, 2019
BANDA B

Os dois soldados da Polícia Militar, alvos de operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado(Gaeco), se tornaram amigos do crime enquanto estiveram presos. A informação foi dada pelo coordenador do Gaeco, Leonir Battisti, em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (9). Ao todo, durante a operação que apura lavagem de dinheiro, roubo e furto, 20 pessoas foram presas (16 por mandados de prisão – incluindo os dois policiais – e quatro em flagrante por posse ilegal de arma de fogo).

Os mandados foram expedidos em Curitiba, região metropolitana e Litoral. A quadrilha, chefiada pelos policiais militares, agia na capital. “Um dos soldados já foi condenado e o outro respondeu a processos. A operação é feita em relação a dois grupos, porque ambos ficaram presos e trocaram ideias a respeito do crime de lavagem de dinheiro”, descreveu Battisti.

A lavagem de dinheiro acontecia na compra e venda de imóveis e carros. “Eles pediam dinheiro via empréstimo com devolução de juros ou com aquisição de imóveis em nomes alheios, com suscetíveis passagens de proprietários, por familiares deles”, descreveu Batistti, confirmando a prisão do dono de um mercado durante a operação. “Ele era um elo no processo de lavagem de dinheiro. Fazia negociações de veículos com valores acima ou abaixo, conforme a necessidade de lavagem”, explicou.


Presos foram levados à sede do Gaeco

Outros crimes

Os dois policiais militares estiveram presos durante investigações e um dos policiais já está condenado a 24,5 anos por tráfico, associação para o tráfico e está sendo investigado por lavagem de ativos. “Ele foi alvo de condenação por associação ao tráfico de drogas, facilitando o trabalho de traficantes”, contou Batistti. Já o outro policial não chegou a ser condenado, mas é investigado por roubo, furto e lavagem de ativos. “Ele intermediou um frete de uma carga de cerveja e é investigado por forjar um Boletim de Ocorrência de um assalto para fazer o desvio do produto”, concluiu o coordenador.
Presos
Dois 19 mandados de prisão, 16 foram cumpridos, um suspeito não foi localizado e outros dois morreram no decorrer das investigações. As buscas foram cumpridas em Curitiba, Fazenda Rio Grande, Campo Largo, Piraquara, Campina Grande do Sul, Guaratuba, São José dos Pinhais e Matinhos.

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