Surto da síndrome da 'mão-pé-boca' muda rotina de creche no interior de SP

Surto da síndrome da 'mão-pé-boca' muda rotina de creche no interior de SP

Atividades corriqueiras como lavar as mãos ganharam atenção especial na creche de Ourinhos — Foto: TV TEM/Reprodução

Com quase 20 casos, instituição de Ourinhos (SP) adotou uso intensivo álcool gel, instrução especial para as crianças na hora de lavar as mãos e distribuição de folhetos aos pais. Doença provocada por vírus é de fácil contágio.
Por G1 Bauru e Marília
03/05/2019

Uma creche de Ourinhos (SP) precisou adotar uma série de medidas especiais depois que um surto de síndrome da “mão-pé-boca” atingiu a instituição e levou preocupação aos pais das crianças.

Desde que a primeira delas foi diagnosticada com a doença, o vírus só precisou de dez dias para atingir outras 19 crianças. Desde então, a rotina mudou e o álcool gel passou a ser um dos produtos mais utilizados no local.

As crianças já até se acostumaram com o uso do produto várias vezes ao dia para eliminar os riscos de contágio. Lavar as mãos também se tornou uma regra que está ainda mais rigorosa.

Além disso, para evitar um novo surto, a direção da creche distribuiu um folheto aos pais com as principais informações sobre a doença, como quais são os sintomas e qual o melhor tratamento.

Criança com a síndrome da ‘mão-pé-boca’ e sua principal característica, as manchas que ficam na pele — Foto: Arquivo pessoal
Criança com a síndrome da ‘mão-pé-boca’ e sua principal característica, as manchas que ficam na pele — Foto: Arquivo pessoal

A doença é uma infecção causada por um vírus que produz lesões como bolinhas de água com uma base vermelha nas mãos, nos pés e lesões esbranquiçadas dentro da boca – daí o nome dado à doença.

Dra. Ana responde: o que é a síndrome da 'mão-pé-boca'?

Outra preocupação dos pais é que a síndrome tem um diagnóstico difícil que, muitas vezes, se confunde com o de outros problemas de saúde como dengue, catapora ou um até um resfriado.

“No início, alguns sintomas são comuns a outras doenças, como febre, falta de apetite, mal-estar, e só depois aparecem as lesões que são características”, explica a pediatra Daniela Oliveira e Souza.

O vírus pode atingir pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em crianças, abaixo de cinco anos, principalmente entre seis meses a três anos de idade. Quando uma criança é infectada, ela pode contagiar outras com muita facilidade.

Segundo a pediatra, o tratamento é mais de suporte, porque não há uma medicação específica. Por isso, a prescrição geralmente é de medicação para febre, para vômito ou diarreia. A síndrome tem caráter benigno na maioria das vezes e sara em até sete dias.

A pediatra Daniela Oliveira e Souza explica que não há medicamento específico para a síndrome: "Vamos tratar os sintomas" — Foto: TV TEM/Reprodução

A pediatra Daniela Oliveira e Souza explica que não há medicamento específico para a síndrome: "Vamos tratar os sintomas" — Foto: TV TEM/Reprodução


G1

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