AUSTERIDADE - Vereadores de MG cortam o próprio salário de R$ 6 mil para R$ 1.200

AUSTERIDADE

Vereadores de MG cortam o próprio salário de R$ 6 mil para R$ 1.200

MINAS GERAIS
Pablo Nascimento, do R7
01/06/2019
Redução teve 7 votos a favor e 6 contrários

Redução teve 7 votos a favor e 6 contrários

Reprodução / Câmara de Arcos
Políticos de Arcos também aprovaram redução de 50% para o prefeito e de 20% para o vice e o secretariado; projeto depende de aprovação do prefeito

Vereadores de Arcos, cidade do Oeste de Minas Gerais, a 210 km de Belo Horizonte, aprovaram nesta semana um projeto que reduz os próprios salários e os rendimentos do prefeito, vice e secretariado do município. O texto prevê que os vencimentos mensais dos parlamentares tenham um corte de 80%, passando de R$ 6.180,00 para R$ 1.236,00.
O percentual de redução será diferente para os outros cargos. O prefeito, que ganha R$24.224,41 brutos, vai passar a receber metade do valor, ou seja, R$ 12.112. Os rendimentos dos secretários municipais cairá de R$ 7.975 para R$ 6.380 e os do vice-prefeito de R$ 6.458 para R$ 5.166 – redução de 20% em ambos os casos.
Luiz Henrique Sabino Messias (PSB), presidente da Câmara de Vereadores e autor do projeto, defende que a redução é importante para os cofres da cidade e para uma mudança de mentalidade sobre os cargos públicos. O legislador, que é médico, acredita que a política não deve ser vista como fonte de renda.
— Eu entendo que a política não é profissão. Todos nós podemos ter outra fonte de renda, desde que seja fora do horário das atividades. Nós estamos apenas servindo à cidade temporariamente.
Segundo Messias, a redução dos salários pode gerar uma economia de R$ 5 milhões em quatro anos. Contudo, para que isso aconteça, o projeto precisa ser aprovado pelo prefeito Denilson Teixeira (MDB).
O chefe do executivo tem até o próximo dia 11 de junho para analisar a proposta e tomar sua decisão. Caso opte por vetar as mudanças, o projeto volta para a Câmara e os vereadores podem derrubar o veto, caso seja a vontade da maioria.
Se o corte salarial for mantido, ele começa a valer na próxima gestão, que assume em 2021, conforme prevê a legislação.
A reportagem tentou contato com o prefeito, mas ele estava ocupado em agenda neste sábado (1).
    • A favor da redução:
Aparecida Alves (PR)
Donizete Bernardes (PTB)
Hugo Romano (PSDC)
João Paulo Teixeira (PSD)
Luiz Henrique sabino Messias (PSB)
Marcelo Estevam (PV)
Rodrigo Carvalho (PRB)
    • Contra a redução
Aparecida Rabelo (PC do B)
Geraldo Adriano (MDB)
Jamir Soares (MDB)
João Carlos (PTC)
Magda Fontes (PSDB)
Vinícius Machado (PSB)

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.