Justiça solta suspeito de envolvimento no assassinato de Marielle



Justiça solta suspeito de envolvimento no assassinato de Marielle

DCM      06/06/2019

Polícia concluiu a contagem das armas encontradas atribuídas a Ronnie Lessa no Méier — Foto: Divulgação

Reportagem de Felipe Grinberg no Globo informa que a 40ª Vara Criminal do Rio decidiu, nesta quinta-feira, revogar a prisão preventiva de Alexandre Motta de Souza. A juíza titular já determinou a expedição do alvará de soltura. Em sua casa foram encontrados 117 componentes de fuzil de uso restrito. Ele é amigo do sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa , acusado de assassinar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. Os dois respondem pelo crime de posse de arma de fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito, sem autorização.
De acordo com a publicação, a decisão foi tomada pela juíza Alessandra Bilac após um parecer favorável do Ministério Público e de depoimentos prestados por policiais que participaram da prisão. Segundo os agentes, Alexandreapontou o local onde as caixas lacradas estavam guardadas e que ele demonstrou surpresa e desespero com o que havia dentro delas. A audiência que ouviu os dois acusados foi feita nesta quinta-feira, na sede do Tribunal de Justiça, e durou quase 7 horas . Alexandre reafirmou que todo o material apreendido em sua residência pertencia a Lessa, que pediu para guardá-lo na sua casa. Já o sargento reformado da PM negou as acusações. A audiência é considerada no Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) a última etapa da ação antes da sentença judicial, que deverá sair em um mês. Essa fase do processo criminal serve para que o juiz ouça as testemunhas e os acusados, além de conceder a palavra para alegações da acusação e da defesa. Se a juíza da 40ª Vara Criminal, Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto, decidir pela condenação de Lessa, será a primeira condenação do policial militar.
Ele também será ouvido, nesta sexta-feira, só que em outro processo:  o das mortes da vereadora e de Anderson, e pela tentativa de homicídio da assessora da parlamentar, no  dia 14 de março de 2018. Embora o artigo 16 do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826) fixe a pena de prisão de três a seis anos para o crime de “possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar”, a condenação poderá chegar a oito anos se a juíza levar em conta o agravante de que Lessa guardava as armas para fins comerciais, completa o Jornal O Globo.
DCM

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