"Não menti nem fui coagido", diz Léo Pinheiro, empreiteiro da OAS que delatou Lula

"Não menti nem fui coagido", diz Léo Pinheiro, empreiteiro da OAS que delatou Lula
Camila Rodrigues da Silva, do UOL




O empreiteiro Léo Pinheiro, ex-executivo da construtora OAS, decidiu quebrar o silêncio à imprensa pela primeira vez desde que foi preso, revela a jornalista Mônica Bergamo. Em carta enviada com exclusividade ao jornal Folha de S.Paulo, a testemunha-chave para a condenação do ex-presidente Lula no caso do tríplex de Guarujá (SP) reafirma as acusações que fez contra o petista, diz que todas foram endossadas por provas e rechaça a possibilidade de ter adaptado suas declarações para que seu acordo de delação premiada fosse aceito pela Lava Jato.
Pinheiro decidiu enviar a carta depois de reportagem do mesmo jornal, no último domingo (30), produzida a partir de análise de mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil, ter mostrado que o empreiteiro foi tratado com desconfiança pelos procuradores da Lava Jato durante quase todo o tempo em que se dispôs a colaborar com as investigações. Os diálogos mostram a irritação dos procuradores na primeira fase da negociação da delação, que até hoje não foi homologada pela Justiça.
E a comissão especial da Câmara que analisa a reforma da Previdência encerrou a sessão iniciada nesta quarta-feira (3) sem votar o relatório sobre a proposta, por conta do trabalho de obstrução da oposição e do acordo frustrado com policiais.
O presidente Jair Bolsonaro atuou para favorecer policiais, e líderes da Câmara chegaram a fechar um acordo nesse sentido, mas a categoria continuou insatisfeita, o que derrubou as negociações. Assim, a nova versão da proposta não suaviza regras para policiais federais, policiais rodoviários federais nem policiais legislativos.

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