Professor de catequese é acusado de abusar sexualmente de crianças no Guará



Professor de catequese é acusado de abusar sexualmente de crianças no Guará

CORREIO BRAZILIENSE
Darcianne Diogo   08/07/2019











(foto: Divicom/Divulgação)

Há um mandado de prisão preventiva contra o suspeito, identificado como José Antônio Silva. Polícia acredita que ele abusou de ao menos 20 crianças nas últimas duas décadas


A Polícia Civil do Distrito Federal divulgou, nesta segunda-feira (8/7), a foto de um homem de 47 anos suspeito de abusar sexualmente de pelo menos 20 crianças, entre 4 e 12 anos. Segundo as investigações, os crimes ocorreram nos últimos 20 anos, o que faz com que algumas das vítimas tenham hoje perto de 30 anos. O caso mais recente teria ocorrido em dezembro passado, com uma criança de 4 anos.

Morador da quadra QE 17, do Guará 2, o suspeito foi identificado como José Antônio Silva, que atuava como professor de catequese em uma igreja católica na QE 34 e dava aulas de futebol em uma escolinha da mesma região. Algumas das vítimas foram alunos dele, segundo o delegado-adjunto da 4° Delegacia de Polícia (Guará 2), Douglas Fernandes responsável pelo caso. 

Uma jovem que hoje tem 20 anos foi a primeira a procurar a polícia e denunciar Silva. Aos policiais, ela disse que tinha medo de revelar os abusos porque o suspeito mantinha boa relação com a família dela. Com o início das investigações, cerca de 30 pessoas foram ouvidas, e outras acusações foram feitas. "Todas (as vítimas) nos relataram que ele tinha bastante proximidade com as crianças da cidade e com os familiares, pois frequentava muitas praças e era bastante conhecido", diz Fernandes.

Prisão preventiva

Todas as outras vítimas identificadas são do sexo masculino e alguns são parentes do acusado. De acordo com os relatos, abusos ocorreram na residência de Silva. Em depoimento, a ex-mulher do suspeito disse que não desconfiava do marido. Para atrair as crianças, o homem dizia que queria fazer brincadeiras com elas e até oferecia dinheiro em troca. Houve casos em ele reuniu as vítimas em grupo e teria chegado a penetrar algumas delas. 

"Ele também pedia para que as crianças fizessem algumas práticas umas com as outras. Há relatos até de irmãos obrigados a se tocar", afirma o delegado, que ainda apura se parentes de Silva sabiam dos crimes e não fizeram nada para impedir.

Ainda de acordo com Fernandes, Silva parece ter ficado sabendo das investigações e fugiu. A polícia apurou que ele estava na casa de uma irmã, em Riacho Fundo 2, mas ao chegar ao local, não o encontrou. Há um mandado de prisão preventiva. O delegado estima que, se condenado, Silva pode ser condenado a mais de 30 anos de prisão. "E vamos continuar com as investigações, pois acreditamos que haja muito mais vítimas", afirma. 

* Estagiária sob supervisão de Humberto Rezende

CORREIO BRAZILIENSE


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