Tatuagem e rock’n’roll levam 5 mil pessoas ao Parque da Fapi


Tatuagem e rock’n’roll levam 5 mil pessoas ao Parque da Fapi 


O recinto da AIOR, no parque da Fapi, recebeu entre sexta (09) e domingo (11) cerca de 5 mil pessoas vindas de diversas cidades da região para prestigiar o 3º Festival de Rock e a 4ª Expor Tattoo, que este ano uniram forças em um único evento. A atração reuniu 70 tatuadores do Brasil e apresentou 16 bandas, entre elas Ratos de Porão.


A tatuadora curitibana Ana Paula Franco Felix foi uma das profissionais mais esperadas para o evento. Com experiência de 16 anos no ramo, Ana chamou atenção por suas tatuagens, piercings e modificações corporais.  
“Foi minha primeira participação e fiquei surpresa por chegar em uma cidade considerada pequena em relação aos grandes centros e ver um povo receptivo, sem preconceitos. Além de tatuar muito, curtir o som, fiz grandes  amigos.”
            Roberto Matrigani também foi um dos que atraíram os olhares do público. Com o corpo “fechado” de tatuagem, aos 71 anos de idade, Roberto tem o título de “velho mais tatuado do Brasil”.


“Acredito que eventos como esse são importantes para mostrar que podemos aproveitar a vida cada um a sua maneira, sempre colocando o respeito em primeiro lugar.”
O casal Juliana Cremonez e Ewer Sumati vieram de Bauru a trabalho e também por diversão. Ewer compôs o time de tatuadores da Expo Tattoo.
“Foi fantástico reencontrar amigos e dividir experiências em um evento como esse. Tatuei dois dias e tirei o terceiro para curtir os shows com minha esposa.”
Juliana se revelou surpresa pela estrutura do evento.
“Achei que seria algo bem menor e quando cheguei vi gente de todo lugar, além de uma programação musical de qualidade. Achei sensacional.”, disse.
            A ourinhense Vivian Coelho Miranda esteve no último dia do evento, no domingo (11), para se tatuar. Apesar de não ser fã de rock, ela elogiou a estrutura do evento.
“Gosto de sertanejo, mas queria me tatuar, então vim e curti muito estar aqui. É muito bacana ver que as pessoas são conscientes sobre o respeito ao próximo.”


            O santa-cruzense Wladimir Oliveira Junior esteve presente nas três edições do festival e ressaltou as melhorias no decorrer do ano.
“É muito bom saber que há preocupação com os diversos estilos musicais. É muito bom encontrar em Ourinhos eventos que reúne tudo que temos neste festival e que a cada dia está se aprimorando. Tenho certeza que a tendência é crescer e atrair cada vez mais público de fora.”
            A banda Ratos de Porão, principal atração do evento se apresentou na noite de sábado e reuniu centenas de fãs. O vocalista João Gordo, internado às pressas devido uma pneumonia, foi substituído por João Carlos Esteves, o “Jão”, guitarrista e fundador do grupo.  Ele elogiou a iniciativa de Ourinhos promover o rock’n’roll e disse que eventos como o Festival de Rock é o que mantém a banda na estrada por quase 40 anos.
            Entre os fãs do punk rock estava o Luiz Mario Bagio, manobrista. Para ele tais eventos são importantes para quem gosta de rock e mora no interior
“Não temos muita opção. É importante para as bandas alternativas e as famosas. E para o público é bom para conhecer novos sons e se divertir, além de ver bandas com grande história, como Ratos de Porão, que seria difícil de ver se eles não viessem para Ourinhos.”
O bancário Renato Zanin Júnior veio de Assis especialmente para o Festival de Rock.
“Prestigiar o pessoal da tatuagem e do rock. Temos que fortalecer a cena. Isso move a cultura da cidade, une as pessoas, ajuda e tirar o estigma da tatuagem e, principalmente, promove a integração de quem tem ideias ou estilos de vida diferentes.”


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